Estou escrevendo cada vez menos... o que é uma pena. Estive refletindo sobre isso... e só consigo chegar a uma conclusão plausível: por mais que esse seja o meu blog e por mais que eu dificilmente escreva nomes (a não ser quando o negócio não tem nada a ver com nada e é pura besteira minha), quero me proteger.
Me proteger? Aff...
Terminei de ler hoje "Lord Edgware dies" ("Treze à mesa" em português) e apesar de não ser tão bom quanto meus favoritos, mostrou-me a razão de ter me apaixonado pelos livros da Rainha do Crime. (Meu próximo será "One, two, buckle my shoe" - amoooo o nome desse livro e não faço idéia de como colocaram aqui no Brasil)
O final é tão óbvio, porém é muito inesperado. Sei que não faz sentido, mas sem spoilers fica complicado. Então já que não posso contar o final do livro, vou apenas colocar a sinopse.
Lord Edgware é casado com uma atriz famosa chamada Jane Wilkinson, que quer se casar com o Duke de Merton e para isso quer o divórcio. Depois de dizer a todos abertamente que queria se ver livre do marido (de uma forma ou de outra - ui), ela corre ao meu super herói Hercule Poirot para convencer seu marido a lhe dar o divórcio. O que Poirot não espera é que prontamente o Lord Edgware aceita dar o divórcio à atriz. Naquela noite Lord Edgware é morto e o mordomo e a secretária afirmar que Jane Wilkinson foi a última pessoa a entrar na casa. Mas como poderia ser Jane Wilkinson se doze pessoas afirmam que ela esteve em um jantar no outro lado da cidade?
Eu particularmente acho de muito mau gosto o nome "Treze à mesa" porque ele entrega parte do livro.
Agora vamos de spoilers... eles estão em AMARELO! PARE DE LER AQUI SE NÃO QUER SPOILERS!
Eu criei várias teorias. A minha primeira foi certa e errada ao mesmo tempo: Carlotta Adams tinha se passado por Jane Wilkinson naquela noite. Porém, eu achava que ela tinha se passado por Jane em Reagent Park e não no jantar. Depois, passei a achar que quem tinha morrido era a Jane (muuuuuito absurdo!!! lol) e a Carlotta estava se passando por ela. E desde o começo pensava que o culpado era o Bryan Martin. De uma forma ou outra, culpado! Eu NUNCA poderia imaginar o óbvio: Carlotta Adams havia se passado por Jane Wilkinson naquela noite, e por que teria que ser na casa e não no jantar? Claro, só podia ser Jane Wilkinson.
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sábado, 27 de agosto de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A origem
Devo avisar que não vou falar sobre o filme.
"A origem" se refere a minha origem. Se é que tive uma origem...
Estava lendo Mary Westmacott hoje e para quem sabe quem é, ou melhor, de quem é esse pseudônimo, sabe ao que me refiro como "origem". Porque sim, se com meu português porco escrevo sobre a minha vida em forma de conto, é por causa dela.
Para ser bem sincera, eu não gosto dos livros dela como Mary Westmacott. Os dramas são mais uma autobiografia do que um drama em si. Isso fica muito claro em "O retrato", principalmente quando a Claire some por alguns dias e pensa em suicídio depois do marido a deixar. A Agatha nunca confirmou nem negou, mas é uma das hipóteses que surgiram em 1926 quando sumiu depois do marido pedir o divórcio para se casar com outra (homem é tudo igual... desde aqueles tempos!).
Não me lembro exatamente quando escrevi meu primeiro conto, ainda mais quando é a pessoa que nunca termina o que começa que está falando, mas eu lembro com todos os detalhes de como Marianne Stamp e Thomas Felder surgiram.
Eu acredito que o segundo livro da Agatha Christie que li foi "O inimigo secreto", estrelados por Thomas Beresford e Prudence qualquer-coisa. Tenho uma puta raiva quando a chamam de Tuppence Beresford, porque, damn it, em "O inimigo secreto" (o primeiro livro da dupla) ela ainda não era casada com o Tommy e o nome dela é Prudence! Só o Tommy a chama de Tuppence.
Agora qualquer uma das 6 pessoas (se tanto) que já leram alguma coisa criada por mim pode entender a escolha da Mary e do meu Tommy. Se levarem em consideração que sou apaixonada pelo Poirot e adoro os livros com o Arthur Hastings, entendem tudo. Entendem até a razão de eu ter escrito na net, por um certo tempo, como Judith Hastings. Tá, pra quem não sabe, Judith é uma das filhas do Hastings e se não me engano aparece em "Cai o pano".
Essa é a minha origem. Thomas Felder, o Thomas Beresford que tem uma paixão platônica por Prudence. Thomas Felder, o fiel Arthur Hastings sempre a piada favorita de Hercule Poirot. Marianne Stamp, a Prudence de Thomas Beresford. Marianne Stamp, o gênio Hercule Poirot que mais do que tudo precisa do seu amigo Arthur Hastings.
Isso é o que eu gosto de fazer, sem me importar se as pessoas gostam ou não. E me dói muito não mais conseguir.
"A origem" se refere a minha origem. Se é que tive uma origem...
Estava lendo Mary Westmacott hoje e para quem sabe quem é, ou melhor, de quem é esse pseudônimo, sabe ao que me refiro como "origem". Porque sim, se com meu português porco escrevo sobre a minha vida em forma de conto, é por causa dela.
Para ser bem sincera, eu não gosto dos livros dela como Mary Westmacott. Os dramas são mais uma autobiografia do que um drama em si. Isso fica muito claro em "O retrato", principalmente quando a Claire some por alguns dias e pensa em suicídio depois do marido a deixar. A Agatha nunca confirmou nem negou, mas é uma das hipóteses que surgiram em 1926 quando sumiu depois do marido pedir o divórcio para se casar com outra (homem é tudo igual... desde aqueles tempos!).
Não me lembro exatamente quando escrevi meu primeiro conto, ainda mais quando é a pessoa que nunca termina o que começa que está falando, mas eu lembro com todos os detalhes de como Marianne Stamp e Thomas Felder surgiram.
Eu acredito que o segundo livro da Agatha Christie que li foi "O inimigo secreto", estrelados por Thomas Beresford e Prudence qualquer-coisa. Tenho uma puta raiva quando a chamam de Tuppence Beresford, porque, damn it, em "O inimigo secreto" (o primeiro livro da dupla) ela ainda não era casada com o Tommy e o nome dela é Prudence! Só o Tommy a chama de Tuppence.
Agora qualquer uma das 6 pessoas (se tanto) que já leram alguma coisa criada por mim pode entender a escolha da Mary e do meu Tommy. Se levarem em consideração que sou apaixonada pelo Poirot e adoro os livros com o Arthur Hastings, entendem tudo. Entendem até a razão de eu ter escrito na net, por um certo tempo, como Judith Hastings. Tá, pra quem não sabe, Judith é uma das filhas do Hastings e se não me engano aparece em "Cai o pano".
Essa é a minha origem. Thomas Felder, o Thomas Beresford que tem uma paixão platônica por Prudence. Thomas Felder, o fiel Arthur Hastings sempre a piada favorita de Hercule Poirot. Marianne Stamp, a Prudence de Thomas Beresford. Marianne Stamp, o gênio Hercule Poirot que mais do que tudo precisa do seu amigo Arthur Hastings.
Isso é o que eu gosto de fazer, sem me importar se as pessoas gostam ou não. E me dói muito não mais conseguir.
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