O que fiz nesse final de semana? Nada de útil. E tenho prova na terça. Whatever!
O dvd de "It's Complicated" saiu dia 30 e sexta-feira corri até a locadora... como nunca consigo alugar um filme só, aluguei, além desse, "Pecados Íntimos" e "Foi Apenas um Sonho". Devo admitir que a Kate Winslet está na minha cabeça desde que terminei de ler "O Leitor" e foi por isso que aluguei dois filmes dela e um da Meryl.
"Foi Apenas um Sonho" me deu ânsia de vômito e "Pecados Íntimos" só serve para ver o Patrick Wilson lindo! E ainda tive que ouvir o moço da locadora dizer que ela é a melhor atriz da atualidade. Sério, em que mundo esse povo vive? Tirando "O Leitor" e "Titanic" (que nem bom é, só tem nome), qual foi a interpretação maravilhosa da Kate Winslet? Ela é overrated, suuuuper overrated!
"It's Complicated", pela quadragésima nona vez... não estava com paciência e vi somente os 30 primeiros minutos. Corri para os extras. Extras? Eu escrevi extras? Odeio, odeio, odeio dvd sem extra. Tem um making of ridículo, coisa que tinha no youtube antes do dvd sair. Nos comentários dos produtores... a Nancy Meyers me solta que cortaram uma cena em que a Jane sai num blind date com um rapaz de 17 anos... Seus infelizes, onde está a cena? Nem para colocar como extra? Vi o filme com comentários... Essa parte vale a pena. Eles falam de tudo relacionado ao filme, dos atores, das roupas, dos sets, da comida, das improvisações... Ajudando meu lado fã, a Nancy fala muito das conversas que ela teve com a Meryl durante as gravações e isso só me faz pedir um filme dirigido por ela. O problema é que tem que ser um filme onde os atores são do mesmo nível dela, ou seja, Jack Nicholson, Diane Keaton, Robert Redford, Robert DeNiro e Susan Sarandon.
A parte do cirurgião... a Nancy cita essa cena como uma das improvisações favoritas dela. O shaggy eye não está lá e a Meryl perfeitamente faz a pálpebra cair. Um comentário que aumentou a minha admiração pelo Alec foi que ele sempre perguntava qual era a milimetragem da lente que estavam usando nas cenas, porque ele sabia como fazer seu corpo se comportar com a lente utilizada e isso com certeza ele adquiriu trabalhando com a perfeccionista Tina Fey em "30 Rock". Certeza!
Na cena do psicólogo, a Nancy diz o seguinte: "I had an insight of her as an actress". Como assim Nancy Meyers? Até então achava que estava trabalhando com uma Cameron Diaz qualquer? Muitos diretores/escritores famosos e realmente talentosos dariam tudo para ter uma oportunidade de trabalhar alguns dias com a melhor de todos os tempos e para a Meyers ficou parecendo que foi qualquer coisa.
Nancy que, por sua vez, merece o meu respeito por revolucionar as comédias românticas. Continua sendo filmes melosos, mas que são pelo menos engraçados e possuem um tom de "surpresa". Surpresa mais ou menos, porque tanto nesse filme quando em "Something's Gotta Give" e "The Holliday" o final é o mesmo. Mas mudou: tirou muito do açúcar, deu alguma graça e algum "suspense".
Foi um dos primeiros filmes sobre ex-marido/ex-mulher onde eles não terminam juntos e se Quentin Tarantino gostou, quem sou eu para falar mal...
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domingo, 4 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
The Reader [2]
Li o livro em dois dias. Dois dias sem esforço algum. Gostaria muito de tê-lo lido anteriormente, perto de quando o filme saiu, em 2008. O filme mostra melhor a história da Hanna, o livro é mais comovente pelas lembranças do Michael. Apesar da primeira parte chata, é bem comovente. Não conhecia o autor alemão Bernhard Schlink e devo admitir que só li pela falta de um romance com nome sugestivo.
A Kate Winslet tirou o Oscar da Meryl em 2009 com este filme. Engraçado que até o livro que deu origem ao filme que tiraria o Oscar dela cita, indiretamente, seu nome. Como o livro reflete sobre o nazismo e os campos de concentração, o Bernhard cita Holocausto e A Escolha de Sofia, ambos protagonizados pela Meryl no final da década de 70, começo da década de 80.
Sei que é ficção, e não esperaria nada diferente, mas o livro me ajudou em aspectos bons e ruins. Deveria ter lido antes, mas hoje não deveria tê-lo lido. Li sobre mim, em 20 anos... li sobre como nossas feridas nunca fecham, li sobre como a fuga torna-se cada vez mais presente, li sobre como o tempo não cura. Porque não importa o quanto afaste sua mente do que te feriu, são as lembranças que permanecem interiormente, são as lembranças que modelam nosso comportamento até o dia de nossa morte. Não há mais sentimento, não há mais amor... só há a dor de ter sido ferido em batalha. Uma PTSD sem cura.
"Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido.
De todo modo, é o que penso quando acontece de pensar nela. Entretanto, quando sou magoado, as mágoas experimentadas naquela época vêm à tona, quando me sinto culpado é o sentimento de culpa de então, e na saudade e nostalgia atuais experimento a saudade e a nostalgia sentidas naquela época. As camadas tectônicas de nossa vida descansam tão apertadas umas sobre as outras, que sempre encontramos o fato anterior no posterior, não como algo completo e realizado, mas como algo presente e vivo. Entendo isso. Todavia, às vezes acho difícil de suportar. Talvez eu tenha escrito a nossa história porque queria mesmo me ver livre dela, ainda que isso não seja possível."
Preciso mudar de ares. Amanhã volto ao meu estilo preferido, romance policial. "Assassinato no recanto dos cisnes negros", de uma autora chamada Chloe Hooper. Desconheço completamente quem é. E talvez comece a escrever alguma coisa. Tommy, meu companheiro, mudará seu estilo de escrita, tenho certeza. Não consigo mais pensar no Tommy como sempre existiu na minha cabeça.
A Kate Winslet tirou o Oscar da Meryl em 2009 com este filme. Engraçado que até o livro que deu origem ao filme que tiraria o Oscar dela cita, indiretamente, seu nome. Como o livro reflete sobre o nazismo e os campos de concentração, o Bernhard cita Holocausto e A Escolha de Sofia, ambos protagonizados pela Meryl no final da década de 70, começo da década de 80.
Sei que é ficção, e não esperaria nada diferente, mas o livro me ajudou em aspectos bons e ruins. Deveria ter lido antes, mas hoje não deveria tê-lo lido. Li sobre mim, em 20 anos... li sobre como nossas feridas nunca fecham, li sobre como a fuga torna-se cada vez mais presente, li sobre como o tempo não cura. Porque não importa o quanto afaste sua mente do que te feriu, são as lembranças que permanecem interiormente, são as lembranças que modelam nosso comportamento até o dia de nossa morte. Não há mais sentimento, não há mais amor... só há a dor de ter sido ferido em batalha. Uma PTSD sem cura.
"Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido.
De todo modo, é o que penso quando acontece de pensar nela. Entretanto, quando sou magoado, as mágoas experimentadas naquela época vêm à tona, quando me sinto culpado é o sentimento de culpa de então, e na saudade e nostalgia atuais experimento a saudade e a nostalgia sentidas naquela época. As camadas tectônicas de nossa vida descansam tão apertadas umas sobre as outras, que sempre encontramos o fato anterior no posterior, não como algo completo e realizado, mas como algo presente e vivo. Entendo isso. Todavia, às vezes acho difícil de suportar. Talvez eu tenha escrito a nossa história porque queria mesmo me ver livre dela, ainda que isso não seja possível."
Preciso mudar de ares. Amanhã volto ao meu estilo preferido, romance policial. "Assassinato no recanto dos cisnes negros", de uma autora chamada Chloe Hooper. Desconheço completamente quem é. E talvez comece a escrever alguma coisa. Tommy, meu companheiro, mudará seu estilo de escrita, tenho certeza. Não consigo mais pensar no Tommy como sempre existiu na minha cabeça.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
The Reader
"Por que pensar naquela época me deixa tão triste? [...] Por quê? Será que porque aquilo que foi belo se torna frágil para nós em retrospectiva, por esconder verdades sombrias? Por que a lembrança de anos felizes de casamento se estraga quando se revela que o outro tinha um amante durante todos aqueles anos? Será porque não se pode ser feliz em tal situação? Mas a pessoa era feliz! Às vezes a lembrança não é fiel à felicidade quando o fim foi doloroso. Será porque a felicidade só vale quando permanece para sempre? Será porque só pode terminar dolorosamente o que foi doloroso de modo inconsciente e invisível? Mas o que é uma dor inconsciente e invisível?
[...]
É isso que me deixa triste? O entusiasmo e a fé que me preenchiam naquela época e retiravam da vida uma promessa que nunca e em momento algum ela poderia conter? Às vezes vejo nos rostos de crianças e adolescentes esse mesmo entusiasmo e essa mesma fé, e as vejo com a mesma tristeza com que volto a pensar em mim. Será que essa tristeza é tristeza pura e simplesmente? É ela que nos acomete quando belas lembranças tornam-se frágeis se rememoradas, porque a felicidade lembrada não vive mais da situação, mas sim de uma promessa que não foi mantida?"
"O Leitor", de Bernhard Schlink.
[...]
É isso que me deixa triste? O entusiasmo e a fé que me preenchiam naquela época e retiravam da vida uma promessa que nunca e em momento algum ela poderia conter? Às vezes vejo nos rostos de crianças e adolescentes esse mesmo entusiasmo e essa mesma fé, e as vejo com a mesma tristeza com que volto a pensar em mim. Será que essa tristeza é tristeza pura e simplesmente? É ela que nos acomete quando belas lembranças tornam-se frágeis se rememoradas, porque a felicidade lembrada não vive mais da situação, mas sim de uma promessa que não foi mantida?"
"O Leitor", de Bernhard Schlink.
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