segunda-feira, 2 de abril de 2012

Faded away

Normalmente eu como um tubinho doce daqueles ácidos quando percebo que ficarei apavorada nos próximos dias. Acabei de comer um pacote...

Não sei se deveria escrever sobre isso, porque certamente vou levar um sermão... e sermão agora não vai adiantar nada.

E a coisa ficou tão séria, mas tão séria, que não tenho nem o que usar como fuga dessa vez...

Sexta-feira cheguei em casa meio incrédula e levei 2 dias para conseguir chegar perto da minha pasta...

Hoje é como se eu tivesse vontade de jogá-la longe.

Posso oficialmente dizer que estou extremamente apavorada. Sem mais.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Silence

Ma chère amie está bem tristonha nesse final de tarde então resolvi escrever essa surpresa. Prometo que vou escrever direitinho, está bem? Com letras maiúsculas, sem jargões sulistas, com acentos e tudo o mais. Tudo para animar minha amizade colorida preferida. Brincadeirinha, brincadeirinha.

Depois de esgotar todo o meu francês e brincar com um assunto sério tenho que admitir que sei o motivo de tua tristeza. Como sempre, com simples palavras via google talk nós conseguimos transmitir ao outro o estado de espírito. E digo: poucos acontecimentos me deixam tão triste quanto senti-la triste.

Desde que conversamos assim que chegou da faculdade estou lendo teus contos. Poucos te conhecem tão bem quanto eu te conheço. Poucos te conhecem de verdade. Poucos conseguem entender o que realmente está escrito ali. Porque não são simplesmente palavras, quem tu é está descrito em tuas palavras. E guria, como tu escreve bem!

É fácil julgá-la, é fácil imaginar quem tu é. Difícil é realmente se preocupar e te segurar quando estiver caindo. Porque sim, tu está caindo e tua felicidade de ontem estava mascarada por esse assunto levantado hoje que te deixou assim.

Não é culpa das pessoas, entretanto. Tua cabeça dura e teu orgulho de homem não te deixam permitir que essas pessoas entrem na tua vida de alguma forma. Tua incapacidade de confiar nas pessoas mais próximas te faz, além de afastar as pessoas, se afastar também.

Não posso te ajudar com esse teu problema, mas saiba que sempre que precisar do meu ombro virtual guria, não hesite. Não estou aí fisicamente, mas tu sabe que estou contigo.


Vá pra noite, encante o mundo com tua voz e os homens também, porque né? O visual tu tem, a voz também, só falta a piriguetice que tu parece que só tem quanto tu tá bêbada. Beba todas! Tu fica mais socializável desse jeito, criatura! HAHAHA

Como a tua amada Céline-Wannabe cantaria, tu es mon coeur.

Andy

PS: A música do Jessé é um porre. Música insuportável.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tonight...

As pessoas querem saber o que aconteceu comigo que estou rindo de qualquer coisa...
Uns dizem que são as dorgas... outros dizem que rir de tudo na minha idade só tem um motivo.
E eu dou muita risada. Mas garanto que não é nem uma coisa e nem a outra.

E mais: aí quando começo a ficar com o estômago todo virado e tenho ânsia de vômito vem o André com piada... Desculpe te decepcionar, mas isso não é possível no momento. Na verdade, é tão possível quanto a partenogênese em humanos.

O fato é que não sei o que está acontecendo. Eu simplesmente estou feliz (e sem versão masculina da Cuddy - vide post anterior) e escutando J-Lo. Tem alguma coisa errada, mas não sei exatamente o que é. E se bobear, é melhor nem saber. Essas dorgas que meu metabolismo está fabricando são demais, personnes!

Dois pontos completamente distintos do meu dia:
1. Não sei se essa minha alegria é verdadeira ou se ela está mascarando um certo sentimento... E aí eu vou rir de tudo (para não chorar).

2. Eu sou curiosa. Então quando entendo coisas quero saber outras coisas. E a vida não é minha, não tenho o direito de perguntar... Odeio saber do que se trata! Odeiooooo!

terça-feira, 27 de março de 2012

What the hell...

Exactly. What the hell am I doing? What the fuck is going on with me?
I'm weird... I'm behaving a little weird...

I know where this comes from and it inicially just drove me crazy thinking about truth... but there was no truth and now it's getting to my head. I'm losing control, people! And I hate when I lose control.

This is not the kind of control I want to lose. This is not the kind of control I like to lose. But yet... I don't know if there's something really wrong with me, I'm just weird...

I remember this episode of House when Wilson asks House about his relationship with Cuddy and House says that he wass happy and that's what was bothering him... This is exactly what I feel. I'm happy... and I'm worried about being happy.

What I'm really sure of is that some situations are getting a little too creepy...

This is all bullshit. I'm not making any sense to myself right now. Anyways... Do I make any sense when I'm happy? Huh, didn't think so...

Ensaios de Domingo

Tem uma música que não sai da minha cabeça... e não é "Eu quero tchu, eu quero tcha" e muito menos "Para nooooooooooooossa alegriaaaaa". É uma música de nome muito curioso...

I see you driving around town with the girl I love
And I'm like... Fuck you!
I guess the change in my pocket wasn't enough
And I'm like... Fuck you!
And fuck her too.
I said if I was richer
I'd still be with ya
Ha now ain't that some shit?
And although there's pain in my chest
I still wish you the best with a... Fuck you!

Yeah, I'm sorry I can't afford a Ferrari
But that don't mean I can't get you there
I guess he's an Xbox
And I'm more Atari
But the way you play your game ain't fair

I pity the fool
That falls in love with you
Well, I've got some news for you
Go run and tell your little boyfriend

I see you driving around town with the girl I love
And I'm like... Fuck you!
I guess the change in my pocket wasn't enough
And I'm like... Fuck you!
And fuck her too.
I said if I was richer
I'd still be with ya
Ha now ain't that some shit?
And although there's pain in my chest
I still wish you the best with a... Fuck you!

Now I know that I had to borrow
Beg and steal and lie and cheat
Trying to keep ya, trying to please ya
Cause being in love with your ass ain't cheap

I pity the fool
That falls in love with you
Well, I've got some news for you
Oh, I really hate your ass right now

I see you driving around town with the girl I love
And I'm like... Fuck you!
I guess the change in my pocket wasn't enough
And I'm like... Fuck you!
And fuck her too
I said if I was richer
I'd still be with ya
Ha now ain't that some shit?
And although there's pain in my chest
I still wish you the best with a... Fuck you!

Now baby, baby, baby, baby
Why'd you wanna hurt me so bad
I tried to tell my mamma but she told me
"This is one for your dad"
And I was like: Why?
Uh! Why?
Uh! Why lady?
Oh! I Love you!
Oh! I still Love you!

I see you driving around town with the girl I love
And I'm like... Fuck you!
I guess the change in my pocket wasn't enough
And I'm like.. Fuck you!
And fuck her too.
I said if I was richer
I'd still be with ya
Ha now ain't that some shit?
And although there's pain in my chest
I still wish you the best with a... Fuck you!


Para aqueles que aguentaram até aqui... um "presente" (de grego). A primeira parte do "Ensaios de Domingo (porque é o único dia que "tenho" tempo)":



Bla bla bla, eu sei que tem problemas na afinação, que não fui fiel à musica, sei que poderia ser melhor, mas estou tentando escolher uma música... E essa me pareceu uma boa/excelente escolha.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Life...

A vida tem brincado muito comigo ultimamente...

No geral, posso dizer que estou exausta. Dificilmente consigo permanecer em pé depois das 18h. Durmo como uma criança.

Na UFABC, está tudo andando como esperado... Muito bem na prova de EDO, muito bem na prova de Anéis, muito bem na prova de Lógica, muito mal na prova de GD II. Sofrendo com os exercícios estranhos de Teoria da Medida. Entro às oito e saio às quatro (de segunda saio às onze e de quarta às nove), chego em casa me arrastando e às terças e quintas tenho aula de francês.

Chega a sexta-feira e tudo o que quero é tomar banho e ir dormir. Mas tenho os afazeres familiares: karaokê. Estou tão cansada, mas tão cansada, que nem vontade de cantar eu tenho.

Sábado: dia de Spartans. Estou tão cansada, mas tão cansada, que exercício físico não está muito nos meus planos. À noite, mais karaokê com a família.

Domingo: dia de estudar. Ou de ir a algum aniversário da família. Ou de ir a algum aniversário de alguém...

Não consegui ir ao aniversário da Ana... Além de morrendo de cólica, estava com uma ferida gigantesca e dolorida na boca, resquícios das dores do meu ombro deslocado, muita gripe e pouca disposição. Pardon, ma chère, mais ce n'a pas été possible. =(

Mesmo sem ter tempo para qualquer coisa, sei que tem algo faltando. E na verdade sei o que é que está faltando... mas eu tenho medo. Não sei se tenho condições de cair e levantar novamente como se nada tivesse acontecido.

O que mais sinto falta hoje é de alguém pra simplesmente me ouvir. Um boneco que vai ouvir e não vai me perguntar nada. É a tal da falta de confiança puxando o meu pé à noite.

Se eu disser há quanto tempo a chorona que vos fala não chora, é de se assustar. E isso realmente me assusta, porque eu choro quando tudo está bem. Atualmente estou simplesmente... longe. Longe de tudo e de todos. Porque parece que preciso começar tudo de novo, então devo apagar tudo aquilo possível de ser apagado (e o que não pode ser apagado a gente vai levando...).

E isso me gera muitas dúvidas e inseguranças.

En écoutant... Lara Fabian, "Je suis mon coeur"
Essa música sou eu. Nua e exposta.


Ahhhhhhh, só pra quebrar o gelo e mandar um recado para o meu boneco do Sul (que anda meio ausente =P)...

Ô cidadão brasileiro, se quer ler sobre aventuras sexuais, eu recomendo fortemente o 100homens.com (se ainda existir) ou um livro do Sidney Sheldon, porque o meu blog é depressivo meixmo. Entendeu? Beijomeliga! hahahahaha

Putz, tem também o livro da Chloe qualquer-coisa que comecei a ler há cerca de 1 ano atrás e nunca terminei. "Assassinato no campo dos cisnes negros" (ou qualquer coisa parecida). Esse também serve para os seus propósitos, porque tem mais putaria do que assassinatos.

Anyway...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Happy ending

There's something about my behaviour people don't get and it's quite easy to notice...

I don't have much to say, but this annoyed me a lot today. And take only one thing for sure: payback comes very soon.

It's not revenge. It's not I'm in a bad mood, it's just payback. Freeze me and I'll get back at you twice harder.

Just learn this for once and for all: I'm not the best person to treat like shit...

terça-feira, 6 de março de 2012

La lettre

Estou meio estranha... porque algo me deixou irritada hoje e normalmente teria o efeito contrário...

Preciso colocar a minha cabeça no lugar. E já que não me dão a oportunidade de fazer o que eu realmente quero, vou fazer sozinha, longe de tudo e de todos e que se dane o resto.

Talvez dessa vez eu consiga o que tanto queria há tempos atrás, só que em outras circunstâncias...

Je laisse une belle chanson pour vous. Ces paroles sont amusant. Ils disent tout que je me sens.
Quelque jour... peut être... Mais je suis vraiment partie... pour une autre chance, pour une autre sentiment. Je suis partie.
Au revoir.

Adele - Turning Tables

A pedido do Bruno, mas ó... baixa logo porque tá meio ruim e vou apagar (depois eu gravo direito e posto uma versão melhor gravada/editada).

http://www.4shared.com/music/5UnHsV4I/Untitled_2.html
Os meus problemas maiores estão na sustentação de nota. Não achei legal o que o vibrato estava fazendo com o "I can't give yoooooooou", então tentei segurar sem (o que normalmente faço com One Moment in Time), aí dei uma pequena semitonada no primeiro refrão... depois melhorou, mas a base de um vibratinho aí...

De quebra vai uma música que gravei com a correção na letra de Agora Não... porque a Laura Pausini acha que sabe falar português  (tuda genthy di Brasil, fófinhus di mim, levanta as máo po ar...) e traduz suas músicas para o português que nem o meu nariz. Gravado com o mic da webcam, sem masterização, sem reverb, sem ao menos equalizar as trilhas (que trilhas? hahahaha) e sem autotune porque eu não tenho autotune (graças a Deus!).

http://www.4shared.com/mp3/nf1kk3tI/Invece_No__verso_da_verso_do_B.html
http://www.uploadstation.com/file/xW23Mbz/Invece_No_(c).mp3

domingo, 4 de março de 2012

Set fire to the rain

Ontem foi um dia complicado...

Primeiramente porque foi o último treino antes do Brasileiro e, para nos animar ainda mais, caímos no grupo mais difícil. Sempre, ha!

Depois porque foi difícil lidar com tudo... eu sou jogadora de defesa (FS, mais especificamente), mas como as WR não aparecem para treinar, eu ajudei o ataque. A Beta estava muito irritada (problemas respiratórios).

Eu nunca treinei no ataque. Apesar de ser WR de formação, meus snaps com o ataque (em treinos) até ontem tinham sido zero. Então leva um pouco de tempo para se acostumar.

Primeiro que eu e a Bia trombamos numa formação e meu maxilar está doendo até agora. Ali eu já deveria ter percebido que ia dar alguma merda.

Minha concentração nessa semana anda brincando comigo. Ela some do nada, sem ao menos perguntar se pode. E várias vezes me peguei nisso... fazendo as rotas certas mas sem a parte principal: olhar para a QB. E numa dessas eu levei um berro.

Eu sabia que estava fazendo errado, mas não dava... simplesmente não dava... eu estava dando o meu melhor e sabia disso. Até que num snap eu deveria fazer uma rota 9 (e acho que foi o que fiz) e a bola foi lançada na minha direção, mas como se eu tivesse que ter cortado para a lateral, o que simplesmente não entendi (minha rota era a 9)... Mas aparentemente a culpa era minha. Aí eu perdi o controle... saí de campo e passei uns 10 minutos sentada numa árvore chorando.

Não choro por errar rota, ou por fazer tudo errado, porque se fosse assim já teria me matado por 1. não ter interceptado aquela bola na endzone no primeiro jogo contra o Palmeiras e 2. ter tomado um TD nas costas no segundo jogo contra o Palmeiras.

Eu não estou aguentando a pressão... estou me sentindo insegura, tensa, meio descontrolada... posso explodir a qualquer momento, por qualquer coisa... e não sei se há o que fazer para amenizar isso. A Beta me pediu desculpas depois, mas a culpa não foi dela... eu estava fazendo errado e ela estava na obrigação dela de QB e capitã de ataque.

Aí fui jogar na defesa, com mais muitos lapsos de concentração, mas com uma diferença... jogo com elas há dois meses... nós já temos uma sincronia, uma leitura melhor... e elas são incríveis. Esbanjando bom humor e uma vontade tremenda de se divertir, tudo era festa. O nome das jogadas passaram a ter primeiro nomes meio pornográficos e depois com gestos... O "Atenção, break" virou "Atención, quiebra". Junta mulheres (meio necessitadas hahahahaha) pra ver a merda que vai dar! Acabei me divertindo muito, mas muito mesmo. E não vejo a hora de chegar sábado.

Cheguei em casa por volta de 19h e fui correndo tomar banho pra ir cantar. Passei o caminho inteiro ouvindo "Set fire to the rain", da Adele, abri com "Rolling in the deep" e depois cantei "Someone like you". Voltei ouvindo "Turning tables" e "One and only". Essa mulher está acabando comigo! Suas músicas depressivas me deixam depressiva. E não consigo parar de ouvir! É bom e viciante.

Espero que essa semana me traga alegrias, preciso de algumas urgentemente.

sábado, 3 de março de 2012

Turning tables

Passei praticamente a semana inteira decidindo de escrevia sobre isso ou não. É uma faca de dois gumes...

Porque me ajuda a descobrir exatamente o que está acontecendo, mas me faz entrar em (mais) desespero. Não posso (e quando digo não posso quero dizer de maneira nenhuma posso) explicar o que é e torço para que nunca tenha que conversar sobre esse assunto com mais ninguém, porque é simplesmente uma coisa que eu juro que não vi chegando e me deixa angustiada, muito angustiada.

Há certas escolhas na minha vida que são feitas sem pensar num plano B, porque raramente eu escolho movida pelo impulso, pela emoção. Então eu sempre analiso (até a morte) os passos e somente quando tenho certeza avanço em direção a uma escolha. Sempre foi assim e sempre será.

Então quando eu me vejo numa situação que a minha escolha levou a uma outra situação, digamos, constrangedora, é quando eu dou um passo para trás. Defesa, talvez... Mas medo de acontecer alguma coisa no meio do caminho e a falta de um plano B elevar meu desespero.

E nessa situação particular me vejo encurrralada pela dúvida, pela minha frieza e pelo medo. Sinceramente, eu só gostaria de fechar meus olhos e dormir para depois perceber que tudo não passou de um pesadelo.

God, I hope I'm wrong! I think I'm losing it...


Close enough to start a war
All that I have is on the floor
God only knows what we're fighting for
All that I say, you always say more

I can't keep up with your turning tables
Under your thumb, I can't breathe

So I won't let you close enough to hurt me
No, I won't ask you, you to just desert me
I can't give you the heart you think you gave me
It's time to say goodbye to turning tables
To turning tables

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

And the Oscar goes to...

Vou começar esse post dizendo que vou escrever sobre minha diva, sobre a realização de um sonho. Mas não posso deixar de comentar que estou preocupada com um acontecimento em especial e a dúvida, juntamente com a minha intuição, acaba com o meu humor. Porque se eu estiver certa (o que parece que virou rotina), minha cabeça vai explodir de tanta dor, e não será a dor que se cura com dipirona.

E o Oscar vai para... Jean Dujardin!

Assim que Natalie Portman entregou a Dujardin a estatueta, senti meu coração parar e surgir uma vontade nojenta de vomitar. Já conseguia imaginar o Colin Firth abrindo o envelope e, com uma cara bem triste, dizendo "Viola Davis". A câmera daria um close na Meryl, que estaria sorrindo assim como sorriu em 1984, 1986, 1988, 1989, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003, 2007, 2009 e 2010.

Doze derrotas seguidas... Dói demais pensar no quanto a Academia a despreza. E todas as vezes que cortavam para a Sandra Bullock eu lembrei de 2010... no quão desolados ficamos, no quão triste foi ver a Meryl lá novamente, lutando (e perdendo a batalha) para ter mais uma estatueta, cansada de sentar lá e simplesmente fazer parte do show porque, apesar das palavras, a Academia não reconhece que ela é simplesmente a melhor atriz de todos os tempos.

Todos os fãs que acompanham essa jornada de Oscars perdidos sabem que, apesar de sempre dizer que é divertido, ela está cansada de ter mil indicações e zero prêmios. Fica estampado no rosto dela que perder toda vez cansa, que ela tem uma grande vontade de sambar na cara da Academia (como o Woody Allen) e simplesmente sumir de lá.

Eu a vi perder para Susan Sarandon, Gwyneth Paltrow, Catherine Zeta-Jones, Helen Mirren, Kate Winslet e Sandra Bullock... e, com exceção da Helen Mirren (que interpretou brilhantemente a rainha Elizabeth), em todas as vezes ela foi injustiçada. Ela é a melhor de todos os tempos e não tem discussão, não importa o que a Academia acha!

Esse Oscar não era diferente dos outros. Todos os blogs que previam os prêmios diziam que ela estava muito perto de finalmente ganhar seu terceiro Oscar, mas era impossível ganhar da Viola.

Vou deixar bem claro que se a Viola ganhasse o prêmio não seria injusto... e na verdade ela já deveria ter uma estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante em 2009 por "Doubt" ("Dúvida"). E dessa vez, caso perdesse, a Meryl ficaria muito feliz, porque é louca pela Viola, elas são grandes amigas. Talvez o que me deixaria irritada numa possível (e provável) derrota para a Viola é que o papel da Viola em "Histórias Cruzadas" é como o da Kate Winslet em "The Reader" ("O Leitor"): atriz coadjuvante. Não é o papel principal porque não tem papel principal.

Assim que o Colin Firth entrou no palco... eu morri. Não consigo explicar o que, e acho que falo em nome de todos os Streepers, senti. Não conseguia respirar e minhas mãos estavam na cabeça... Eu tinha fé que 2012 seria o nosso ano, mas estava morrendo de medo.

A cerimônia inteira durou 3 horas, mas aquele momento durou um dia inteiro... foi uma eternidade entre a saída da Portman e do Dujardin do palco até o Colin abrir o envelope.

Até Colin Firth, aquele pedaço de mau caminho que mais estava torcendo claramente para a Meryl (porque talvez assim ele ganharia outro beijo na boca - vide ele colocando o sapato que a Meryl doida perdeu na hora de receber o prêmio de melhor atriz no BAFTA), estava tenso. Não era o Colin dos Golden Globes, não era o Colin do BAFTA...

Mas ele fez questão de fazer piadas com "Mamma Mia" e dizer o que todos já sabem: ela é a melhor de todos os tempos e ponto final.

"And the Oscar goes to..."

Já vi esse momento umas 10000 vezes. Apesar de ser rápido, durou uma eternidade. O auditório estava tenso e provavelmente todos ali queriam que finalmente viesse. Sandra Bullock queria, Kate Winslet queria, Viola Davis queria, Glenn Close queria, Colin Firth queria... Come on, Academy! Give her the 3rd Oscar! Eu estava morta de joelhos em frente à televisão... era a hora de fazer meu sonho virar realidade.

"... Meryl Streep!"

Foi uma explosão de alegria. Todos eles explodiram, indicados ou não, competindo com ela ou não. Dava para ver nos olhos de todos eles que era isso o que queriam. Sério... DOZE DERROTAS SEGUIDAS!

Eu chorava (e gritava um pouquinho)... praticamente soluçava de tanto chorar. O improvável tinha acontecido: a Academia havia parado de ignorar Meryl Streep! Depois de 29 anos!

Vejam... é estranho. Não acredito que exista fã mais louco que um Streeper. Talvez é porque essa idolatria é muito mais do que ter um ídolo... Ela não é só uma atriz maravilhosa, é um modelo de mulher, de ser humano. Muita gente criticou a doação do cachê dela em "The Iron Lady" ("A Dama de Ferro") para o Museu da História da Mulher, o que francamente não entendo. E é essa raiva dos haters que não entendo! Porque não importa o quão boa tenha sido a atuação, não importa o quanto foi importante para a instituição a doação, não importa o que ela faça, sempre tem gente que vai cair matando. E aí eu entendo completamente quando ela começa o discurso dizendo:

"When they called my name I had this feeling I could hear half of America going... OH, NO! Oh, come on, why... HER... AGAIN?"

Sempre procuram colocar um defeito. Sempre. Porque o filme não é bom... oi, é o prêmio de melhor atriz e não de melhor filme.

E então ela faz uma declaração linda para o marido, Don Gummer, com quem é casada há 30 anos. Estamos falando de 30 anos e não de 30 dias. E estamos falando de Hollywood, de uma mulher extremamente famosa casada com um escultor pouco conhecido. De uma mulher que já disse em várias entrevistas que antes de mais nada vem a sua família, o que, no final do dia, realmente importa. De uma mulher que não usou seu nome para alavancar a carreira dos filhos, de uma mulher que, mesmo tendo tudo que se possa imaginar, faz questão de ter uma vida normal em NY.  De uma mulher que reconhece o que nós fãs fazemos e que sempre é muito gentil com todos. De uma mulher que raramente está envolvida em polêmicas e que declaradamente adora uma cachaça (vide a entrevista com a pergunta sobre qual tinha sido a última vez que havia ficado bêbada - hilário) e sexo (vide discurso do Critics Choice Awards de 2010 - hilário [2]). Um ser humano. E é esse ser humano que me inspira, é esse ser humano completo que é um modelo para mim e que deveria ser um modelo para todos.

Apesar de ainda querer o empate em Oscars com a Katherine Hepburn (4 estatuetas), todos sabem que provavelmente foi seu último Oscar. E eu acredito que no fundo todos sabiam que, caso ela ganhasse, seria um discurso sobre tudo, sobre a carreira.

"I wanna thank all my coleagues, all my friends, and I look out here and... you know, it's... I see my life before my eyes. My old friends, my new friends and... really, this is such a great honour... The thing that counts the most with me is the friendships and the love and the cheer joy we have shared making movies together, my friends... thank all of you... departed and here... for this inexplictably wonderful career."

A cara da Sandra Bullock me corta o coração. Acho que, apesar de se sentir super feliz com sua estatueta, ela se sente meio culpada. Porque no fundo ela sabe que aquele prêmio não deveria ser dela. E me parece que ela é uma das que mais comemorou.

O que me levou a mais lágrimas foi que o discurso deu a impressão de que é o fim, de que agora ela pode descansar. Afinal, o terceiro Oscar veio! Quase três décadas depois, mas veio.

Mas então surgem os haters.... "Porque ela não agradeceu nenhuma das pessoas que participaram do filme além do maquiador, porque ela não tocou no nome das indicadas."

Ah, com todo o respeito, vai se f****! Quem ganhou foi ela, não as outras. E ela sempre fala das indicadas (vide Golden Globes desse ano). "Mas eu estou falando desse discurso e não dos outros". Hein? Acham a mulher overrated, arrogante, forçada e egocêntrica... mas quando apontam que ela sempre elogia o grupo de mulheres indicadas, é um caso particular.

No final das contas, não importa o que os haters pensam. Todos os Streepers atuais podem dizer que viram a melhor de todos os tempos ganhar o Oscar.

We love you, Ms. Meryl Streep. No matter how many more Oscars you win, we'll always love you... And somehow I know she can feel that.



PS1: Eu finalmente sei qual vai ser o sentimento de ver o Corinthians ganhar a Libertadores.
PS2: Eu preciso realmente dizer o que estou pensando do Colin Firth nessa foto? Eu queria um inglês desse de presente de aniversário...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Coming home

Last Sunday Glee was on and I was watching it... I don't like the show, but they do nice things to music, and as I love music, I caught myself appreciating it somehow. It was the episode that Gwyneth Paltrow sings "Landslide", by Stevie Nicks (made famous by the Dixie Chicks). That was so amazing that I had to search some other songs sung by her.

I've never been a fan of her work. I always thought she was overrated and I still don't think she should have won that Oscar for "Shakespeare in love". So I found a song called "Coming home", from a movie called "Country Strong". Amazing song with lyrics so beautiful that you may wanna cry. And her voice... perfect to it. Soft but deep. So I figured out I had to watch that movie...

The cast had, as the lead, besides Paltrow, a girl from Gossip Girl, which reduced me to laughter. The movie must be terrible! As one of the supporting actors, Tim McGraw, a country music legend. Then, some respect.

The best torrent I found was giving me a 2 kbps download rating. And by yesterday, after leaving my computer on almost the entire "vacations", I had 30% concluded.

Yesterday, after some soccer game, I decided to take a look at the movies on HBO and Telecine. HBO was making me very happy, because "Disclosure" (a 1994 classic from Demi Moore and Michael Douglas), with no cuts (which means with the extremely strong - and very well directed, by the way - sex scene), was broadcasted... So I was just checking and a movie called "Onde o amor está" would start by midnight. I like those kinds of movies, no strings attached, no tension, just some ridiculous romantic comedy to make my day better. As I searched for the original title... "Country Strong". What a ridiculous translation!

So... torrent deleted and I would stay up till 3AM watching a movie... superb!

I don't wanna spoil the movie. But here's some summary...

A very famous country singer (Gwyneth Paltrow) is married to a producer (Tim McGraw). She is falling apart after losing her baby because of alcoholism. So they try to rebuild her career by any cost. She has an affair with an employee ("Something" Hedlund) - her husband does not want to touch her anymore - and the husband is tired of facing her crazyness.

The script gives me goosegumps at times and makes me so ashamed at others. There's no continuity (something writers should pay A LOT more attention), a lot of scenes are disconected, the intensity between the characters is weird, but the dialogs are fenomenal. Stunning. The singers and the songs are amazing, whether you're a country fan like me or not.

I watch "House", and I know how much it hurts me when he falls. It sickens me! Because I don't need more tragedy in my life, no one needs some more. People can change and I don't want less than that.

So, as any movie, you expect Paltrow's character to rise. She fails to perform (and to stay sober) for most of the movie... but in Dallas, when her tragedy began, she manages to do it. It starts with a very nice song called "Country Strong" and it ends with a powerfull "Coming home".

That was perfect. She stood tall and then she would rebuild her life... She would leave her husband, stay with the nice guy... they would sing together and live happily ever after!

A very strong line is said by Hedlund's character... "You can't have fame and love"... and that line is in my head until now.

Because it's so true. And it's so sad. It made me realize why I don't watch drama movies more often, why I love the romantic comedy genre. There's no thinking, there's no deep meaning attached to the words. The girl gets the boy and it's all good, everyone is happy.


We can't succeed professionally and be loved at the same time. You have to choose. At the same time, as the end comes, you realize love is what matters, the people around you matter...

"Don't be afraid to fall in love... fall in love for the most things you can"

We can't turn back time. And sometimes we can't fight what time throws at us. Life is hard and sometimes it's impossible to live, but as long as we love, as long as we have a reason to go, it's worth it.


You wanna know the end?
After the show in Dallas, she kills herself, she chooses love over fame.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A song for you

Eu poderia passar o resto da minha vida só ouvindo a voz dessa mulher...















terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

To be continued?

Eu ia escrever um post sobre o show. Mas não dá, não tenho 5 minutos de paz para lembrar do show. Estou de saco cheio.

E pra piorar tudo levei 45 minutos da estação até aqui. Tudo por causa daquela porra de shopping.