segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Oh my

Não tenho mais twitter e não vou postar no buzz.

Now I'm fucking screwed! Eu devia aprender a manter meus dedos quietos.



Evitei qualquer coisa até que o trimestre terminasse, mas pqp, tenho apresentação hoje, prova amanhã e corro o risco de fazer tudo muito irritada. God bless me!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sexta

Hoje foi muito bom ficar no estande da Licenciatura em Matemática no UFABC para todos. Foi meu primeiro contato com público, a primeira vez que falei em público. Adorei a experiência e me deu muita certeza de que quero ser professora.

Fiquei com remorso do que escrevi ontem, apesar de ainda concordar com tudo o que escrevi, o que significa que não fui tão impulsiva assim.

Deletei a postagem pelo peso na consciência, não por voltar atrás. Ainda acho que estou sendo ignorada e ainda acho que devo perguntar, mas me senti mal mesmo não sendo rude como normalmente costumo ser.

Vou é fazer meu incrível trabalho de práticas...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Assembléia na UFABC?

"Buscar culpados agora não vai nos ajudar em resolver os problemas."
O grande ponto, homem que não sei quem é, é que não é você que vê suas matérias sendo canceladas ou alocadas em horários porcos durante os trimestres. Não é o trimestre que vem, são os trimestres desde 2006.

Algo me deixa ainda mais irritada do que eu já estou. Não estamos buscando culpados, estamos exigindo que prazos sejam cumpridos. Somos cobrados exaustivamente por notas e desempenhos... por que só nós? A reitoria tem que fazer o seu papel porque quem sofre somos nós com aulas quase que de madrugada!

"A engenharia é o carro chefe da universidade". Meu pensamento: foda-se.
 
  • A Bloise abre a boca e eu só ouço "blá blá blá".
  • O povo quer bater no Plínio (novamente, não sei quem é).
  • O mais engraçado é a briga ridícula entre o DCE e o movimento comunista Voz Ativa. Por que esse povo não arruma o que fazer?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Escolhas

As escolhas que fazemos durante toda a nossa vida modelam quem você será. Faz parte dessa coisa complicada.

Fiz minha escolha há cerca um ano. Não me arrependo, de forma alguma. Levei cerca de um ano e meio para fazer essa escolha e não me arrependo. Chega a ser o contrário de arrependimento.

Assinei, no passado, com a maior felicidade... E neste exato momento tenho dúvidas.

No segundo semestre do ano passado, tive a opção de me mudar para San Francisco e estudar na segunda melhor universidade do mundo. E ainda estou aqui, em São Caetano, sendo que um dos meus sonhos sempre foi conhecer os Estados Unidos. Não é estranho?

Estou aqui, com a caneta na mão, em dúvida. Porque continuar significa pensar no futuro, futuro este que não está tão certo.

Estou confusa e preciso de uma resposta antes de assinar qualquer coisa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Do you ever...?

Achei que ficaria feliz ao saber que consegui a bolsa do CNPq. Sei lá, ter alguns dias felizes. Mas não estou e nem estarei.

Não estou feliz por ter derrotado a Daiane na final dos Regionais. Não estou feliz por ter conseguido a bolsa. Não estou feliz por provavelmente ter tirado A na prova de Álgebra Linear Avançada II. Não estou feliz.

Voltei de Taubaté querendo ver um rosto amigo. E não era passar o dia com pessoas amigas, não era nem conversar por 5 minutos, era simplesmente me sentir em casa. Sentir que  pertenço a esse maldito lugar.

Well, não consegui sentir que meu lugar é aqui e sinto falta dos dias em Taubaté. Era melhor estar rodeada de pessoas desconhecidas do que chegar e estar completamente sozinha.

Nunca senti tanta tristeza e tanta vontade de me afastar. E me afastar é exatamente o que farei.

domingo, 25 de julho de 2010

Sugarland - Stuck Like Glue

Essa música fez minha péssima semana virar uma das melhores ever. Sugarland como sempre acabando com a tristeza das pessoas. Um grude maravilhoso. Literalmente stuck like glue. Primeiro single do The Incredible Machine, que sai dia 19 de outubro. Mais um que vou importar.

http://www.youtube.com/watch?v=4mFtgj0c_Kw

MMMM better...MMMM better...
Absolutely no one that knows me better
No one that can make me feel so good
How did we stay so long together?
When everybody, everybody said we never would
And just when I, I start to think they're right
That love has died...

There you go making my heart beat again,
Heart beat again, heart beat again
There you go making me feel like a kid
Won't you do it and do it one time?
There you go pulling me right back in,
Right back in, right back in
And i know I'm never letting this go

I'm stuck on you
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby we're stuck like glue
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby we're stuck like glue

Some days I don't feel like trying
Some days you know I wanna just give up
When it doesn't matter who's right,
Thought about it all night "had enough"
You give me that look
"I'm sorry baby let's make up"
You do that thing that makes me laugh
And just like that...


There you go making my heart beat again,
Heart beat again, heart beat again
There you go making me feel like a kid
Won't you do it and do it one time
There you go pulling me right back in,
Right back in, right back in
And i know I'm never letting this go

I'm stuck on you
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby we're stuck like glue
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby were stuck like glue

Whutooo Whutoo

You almost stay out, too stuck together from the (????)
Whutooo Whutoo
Feeling kinda sick?
Just a spoon full of sugar make it better real quick

I say
Whutooo Whutoo
Whatcha gonna do with that?
Whutooo Whutoo
Come on over here with that
Sugar sticky sweet stuff
Come on give me that stuff
Everybody wants some
Melodies that get stuck

Up in your head
whutooo whutooo

Up in your head
whutooo whutooo

Up in your head
whutooo whutooo

Up in your head
whutooo whutooo

whuthoo whutooo
Stuck like glue
You and me together, say, it's all I wanna do
I said

There you go making my heart beat again,
Heart beat again, heart beat again
There you go making me feel like a kid
Won't you do it and do it one time
There you go pulling me right back in,
Right back in, right back in
And i know I'm never letting this go

There you go making my heart beat again,
Heart beat again, heart beat again
There you go making me feel like a kid
Won't you do it and do it one time
There you go pulling me right back in,
Right back in, right back in
And i know-oo I'm never letting this go-ooo

I'm stuck on you
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby we're stuck like glue
Whutooo whutooo
Stuck like glue
You and me baby were stuck like glue
Whutooo whutooo
stuck like glue
you and me baby we're stuck like glue

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nobody sees

I'm feeling sad, I'm feeling blue...

Gostaria que as pessoas pensassem antes de falar. Gostaria que parassem de me machucar. E também gostaria de parar de passar as noites chorando e conseguir dormir. Não são coisas absurdas.

Desde junho de 2007 crio escapes para a minha dor. E passei a criar esses escapes após 3 meses de depressão contando os dias sem ela. O Bruno me jogou na cara diversas vezes que esteve no velório dela. Agradeço até hoje pelo apoio, mas eu nunca pedi para que se preocupasse. A única pessoa que ofereceu o ombro sem que precisasse perguntar nada foi o Rina. Eu não queria falar, só queria chorar, chorar por ter perdido precocemente a única pessoa que importava.

Há males que vêm para o bem, e precisei juntar as minhas fracas forças com as da minha mãe para que conseguíssemos superar a perda. Até que, em junho do mesmo ano, comecei a cantar. Definitivamente, quem canta seus males espanta, mas espanta periodicamente. Não estava curada da depressão e não serei hipócrita dizendo que estou curada hoje, mas encontrei a droga que curava minha alma dolorida: a fuga. E desde então eu fujo todo santo dia para não pensar em quanto dói não ter ninguém.

Nasci dia 10 de março de 1989 e minha mãe tinha 42 anos na época. Veja, deve ser muito difícil ter uma menina e se torna ainda mais difícil depois de 10 anos após o último filho já com 42 anos. Fui uma criança feliz, jogava futebol todo dia com meus primos, saía com meu irmão mais velho, era uma aluna exemplar. Mas nunca fui adolescente, porque quando a adolescência chegou, fui obrigada a ser adulta. Não me importo de nunca ter tido uma conversa franca com a minha mãe sobre drogas, sexo, DSTs e blá blá blá. Cresci muito rápido e amadureci rápido também, então não me fez falta. Porém ao perder essa parte da vida, perde-se o mais importante da vida de uma mulher: o relacionamento entre mãe e filha. Minha mãe é só minha mãe e não uma amiga. Hoje, ela me conhece menos do que qualquer pessoa e não há mais como mudar nosso relacionamento: por mais que haja amor, porque eu a amo mais do que tudo nesse mundo, não há amizade. Sou chantageada por causa disso e só Deus sabe o que eu sofro na mão dela, mas não tem o que fazer. As feridas foram me modelando, ou pelo menos assim parece ter sido até 2007.

Mas chegou 2007 e junto com esse maldito ano o sentimento de estar perdida, a insegurança, a tristeza profunda. Passei a odiar tanto a minha vida, que sem o ódio eu era vazia. Mas por que eu a odiava? Todo mundo se perde pelo menos uma vez, insegurança faz parte... Odiava minha vida porque eu não sabia mais quem eu era. Passei tanto tempo tentando me analisar que me perdi no meio do caminho. Hoje, sei menos ainda quem eu sou. Há tantas partes de mim espalhadas que não sei quem eu sou e acabo me sentindo ainda mais vazia.

Atualmente não tenho uma razão para viver. Simplesmente deixo os dias passar, sabe-se lá como. Nem mais a matemática me anima. Não quero estudar, não quero aprender, só quero paz, uma paz que não tenho há 3 anos. Sinto-me, mesmo cercada por multidões, sozinha, completamente sozinha.

O caminho da UFABC para casa hoje foi aos prantos, e tudo porque percebi que não sei se quero mais o que venho lutando para conseguir. Ok, não é bem verdade porque o que me fez parar para pensar em mim foi exatamente a palavra "agora". Em que contexto não convém dizer, mas essa palavra deu um sentido que me deixou irritada. Não sei o que acontece com Santo André que me deixa aparentemente forte, mas a partir do momento em que piso na estação de trem rumo a São Caetano, minha fortaleza desmorona e foi chorando que voltei para casa, desde o trem em Santo André até minha casa em São Caetano.

Não tenho conseguido dormir. Problemas no estômago (uma provável gastrite nervosa) e agora sou eu emocionalmente que não me deixo dormir. Não sei há quanto tempo não durmo decentemente. Choro na maior parte da noite, cochilo, tenho um princípio de pesadelo e volto a chorar. Fugir não me ajuda mais, minha hiperatividade não faz efeito. As drogas não fazem mais minha dor passar. Estou sangrando e essa hemorragia sem fim vai acabar me matando. A última noite foi particularmente cruel, porque além de perdida, sinto-me inútil, estúpida, ignorante, burra (os sintomas clássicos da crise existencial pós-prova) e não aguento mais. Não aguento mais ser machucada, não aguento mais me decepcionar com todos ao meu redor. Alguma exceção? Ana, o que seria de mim sem você?

Quero acreditar em alguma coisa, porque não tenho onde me segurar. Desiludida, machucada, perdida, sozinha, vazia. Não aguento muito mais tempo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

The best ever.

A Jenny merece um Tony por isso:



Um Oscar por isso:



E um super Oscar por isso:

sábado, 17 de julho de 2010

Música do momento

You wake

You work
You sleep
You die, a little every night
So do I

You drink to please, to ease your pain
To hide yourself away
So do I

Dress yourself in excuses, love
You find that there's no one that you can trust
Armed with beats on your bended knees
You're praying that redemption will come

All my fear settles up on me
And it drags me to water
And it dumps my head under

All my fear settles up on me
And it drags me to water
And it dumps my head under


Sick, the time you lost man choke
The bile's in your throat
Oh, oh, so do I

You stop, you take a look around
At all that shit you found
Oh, oh, so do I

Dress myself in excuses
I find that there's no one that I can trust
Armed with beats on my bended knees
I'm just praying that redemption will come
But it won't

All my fear settles up on me
And it drags me to water
And it dumps my head under

All my fear settles up on me
And it drags me to water
And it dumps my head under

Dress myself in excuses love
I'm praying that redemption will....

All my fear settles up on me
And it drags me to water
And it dumps my head under

http://www.youtube.com/watch?v=dQcL5zw3E0o
"I've got atrophy on the brain", by Matt Duke.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"I want to break free..."

Quando estou cercada das coisas que mais odeio nesse mundo, irresponsabilidade e falta de comprometimento, o que faço?

O que parecia certo, hoje é um pesadelo; o que parecia ser do jeito que eu queria, hoje é o que me deixa irritada, muito irritada.

Não sei se consigo agüentar mais. Passo dias e dias tentando entender o que está acontecendo e não consigo. Não consigo porque não é problema meu e também porque não sou vidente.

Preciso me decidir e talvez precisasse desabafar para conseguir me decidir utilizando a razão. Mas, novamente, não é problema meu e não tenho esse direito. Mesmo se tivesse esse direito, não me abro. Não importa, é mais fácil cortar o mal pela raíz abruptamente do que expor a situação. E nem adiantaria perguntar, porque em todas as vezes eu iria negar. É melhor causar antipatia e romper possíveis laços pelas minhas maneiras rudes do que falar. Eu não falo. Jamais falarei, jamais.

Os próximos dias serão cruciais. E não quero nem pensar no que vai acontecer.

Será que Stanford ainda me aceitaria na engenharia?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Yeah,

Cansei de estudar e não saber resolver um exercício da lista. Cansei de perder o meu tempo estudando para não adiantar merda nenhuma.

Vou passar meses jogando PES 2010 e quero que o resto vá para o inferno!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Final de Baldur's Gate?

Não me lembro como terminar, e sem encontrar o cd 5, impossível. Passei parte do dia hoje no capítulo 6, voltando a Candlekeep... Entrei na biblioteca, recusei o anel do Koveras (assim não seria acusada de roubo) e matei os líderes do Iron Throne. Mas o que não sabia é que posso não matar o Rieltar e conseguir chegar, no quinto andar, ao quarto do Gorion (e lá descobrir que sou filha do Bhaal, deus da morte). Nada de ó que espetacular (tanto que mais para frente você acaba descobrindo que não é filha do Gorion) e que mude alguma coisa no que vem pela frente, o que é uma pena. Finais alternativos fariam do jogo o melhor de todos os tempos Enfim, de qualquer forma é acusado de matar os líderes do Iron Throne e é por isso que não faz diferença matar ou não. As catacumbas de Candlekeep são extremamente chatas e tem itens bastante valiosos para quem não usa o Sword Coast Keeper (ou cheats do gênero). Saindo das catacumbas, um idiota te diz que Sarevok voltou para Baldur's Gate e é aí que meu problema começa...

O capítulo 7 é exatamente voltar a Baldur's Gate e desmascarar o Sarevok na cerimônia em que seria nomeado duque. Mas, por uma maldita coincidência, meus dois cds 5 estão sumidos e a cidade de Baldur's Gate só se joga com o cd 5! Então resolvi terminar o jogo mentalmente e os problemas pioram... chegando em Baldur's Gate, o que eu faço? Lembro que tenho que voltar ao Iron Throne e ir o Blushing Mermaid para matar alguns dos capangas do Sarevok, conseguindo o convite para a posse dele, mas me parece que tem uma tal de Tamoko que me ajuda nisso... Não me lembro de mais nada além de evitar ser presa, voltar ao Iron Throne e ir ao Blushing Mermaid.

Estou com os dois cds de Neverwinter Nights 2... acho que devo jogar esse ou baixar BG II.

domingo, 4 de julho de 2010

Final de semana inútil

O que fiz nesse final de semana? Nada de útil. E tenho prova na terça. Whatever!

O dvd de "It's Complicated" saiu dia 30 e sexta-feira corri até a locadora... como nunca consigo alugar um filme só, aluguei, além desse, "Pecados Íntimos" e "Foi Apenas um Sonho". Devo admitir que a Kate Winslet está na minha cabeça desde que terminei de ler "O Leitor" e foi por isso que aluguei dois filmes dela e um da Meryl.

"Foi Apenas um Sonho" me deu ânsia de vômito e "Pecados Íntimos" só serve para ver o Patrick Wilson lindo! E ainda tive que ouvir o moço da locadora dizer que ela é a melhor atriz da atualidade. Sério, em que mundo esse povo vive? Tirando "O Leitor" e "Titanic" (que nem bom é, só tem nome), qual foi a interpretação maravilhosa da Kate Winslet? Ela é overrated, suuuuper overrated!

"It's Complicated", pela quadragésima nona vez... não estava com paciência e vi somente os 30 primeiros minutos. Corri para os extras. Extras? Eu escrevi extras? Odeio, odeio, odeio dvd sem extra. Tem um making of ridículo, coisa que tinha no youtube antes do dvd sair. Nos comentários dos produtores... a Nancy Meyers me solta que cortaram uma cena em que a Jane sai num blind date com um rapaz de 17 anos... Seus infelizes, onde está a cena? Nem para colocar como extra? Vi o filme com comentários... Essa parte vale a pena. Eles falam de tudo relacionado ao filme, dos atores, das roupas, dos sets, da comida, das improvisações... Ajudando meu lado fã, a Nancy fala muito das conversas que ela teve com a Meryl durante as gravações e isso só me faz pedir um filme dirigido por ela. O problema é que tem que ser um filme onde os atores são do mesmo nível dela, ou seja, Jack Nicholson, Diane Keaton, Robert Redford, Robert DeNiro e Susan Sarandon.

A parte do cirurgião... a Nancy cita essa cena como uma das improvisações favoritas dela. O shaggy eye não está lá e a Meryl perfeitamente faz a pálpebra cair. Um comentário que aumentou a minha admiração pelo Alec foi que ele sempre perguntava qual era a milimetragem da lente que estavam usando nas cenas, porque ele sabia como fazer seu corpo se comportar com a lente utilizada e isso com certeza ele adquiriu trabalhando com a perfeccionista Tina Fey em "30 Rock". Certeza!

Na cena do psicólogo, a Nancy diz o seguinte: "I had an insight of her as an actress". Como assim Nancy Meyers? Até então achava que estava trabalhando com uma Cameron Diaz qualquer? Muitos diretores/escritores famosos e realmente talentosos dariam tudo para ter uma oportunidade de trabalhar alguns dias com a melhor de todos os tempos e para a Meyers ficou parecendo que foi qualquer coisa.

Nancy que, por sua vez, merece o meu respeito por revolucionar as comédias românticas. Continua sendo filmes melosos, mas que são pelo menos engraçados e possuem um tom de "surpresa". Surpresa mais ou menos, porque tanto nesse filme quando em "Something's Gotta Give" e "The Holliday" o final é o mesmo. Mas mudou: tirou muito do açúcar, deu alguma graça e algum "suspense".

Foi um dos primeiros filmes sobre ex-marido/ex-mulher onde eles não terminam juntos e se Quentin Tarantino gostou, quem sou eu para falar mal...

terça-feira, 29 de junho de 2010

The Reader [2]

Li o livro em dois dias. Dois dias sem esforço algum. Gostaria muito de tê-lo lido anteriormente, perto de quando o filme saiu, em 2008. O filme mostra melhor a história da Hanna, o livro é mais comovente pelas lembranças do Michael. Apesar da primeira parte chata, é bem comovente. Não conhecia o autor alemão Bernhard Schlink e devo admitir que só li pela falta de um romance com nome sugestivo.

A Kate Winslet tirou o Oscar da Meryl em 2009 com este filme. Engraçado que até o livro que deu origem ao filme que tiraria o Oscar dela cita, indiretamente, seu nome. Como o livro reflete sobre o nazismo e os campos de concentração, o Bernhard cita Holocausto e A Escolha de Sofia, ambos protagonizados pela Meryl no final da década de 70, começo da década de 80.

Sei que é ficção, e não esperaria nada diferente, mas o livro me ajudou em aspectos bons e ruins. Deveria ter lido antes, mas hoje não deveria tê-lo lido. Li sobre mim, em 20 anos... li sobre como nossas feridas nunca fecham, li sobre como a fuga torna-se cada vez mais presente, li sobre como o tempo não cura. Porque não importa o quanto afaste sua mente do que te feriu, são as lembranças que permanecem interiormente, são as lembranças que modelam nosso comportamento até o dia de nossa morte. Não há mais sentimento, não há mais amor... só há a dor de ter sido ferido em batalha. Uma PTSD sem cura.

"Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido.

De todo modo, é o que penso quando acontece de pensar nela. Entretanto, quando sou magoado, as mágoas experimentadas naquela época vêm à tona, quando me sinto culpado é o sentimento de culpa de então, e na saudade e nostalgia atuais experimento a saudade e a nostalgia sentidas naquela época. As camadas tectônicas de nossa vida descansam tão apertadas umas sobre as outras, que sempre encontramos o fato anterior no posterior, não como algo completo e realizado, mas como algo presente e vivo. Entendo isso. Todavia, às vezes acho difícil de suportar. Talvez eu tenha escrito a nossa história porque queria mesmo me ver livre dela, ainda que isso não seja possível."



Preciso mudar de ares. Amanhã volto ao meu estilo preferido, romance policial. "Assassinato no recanto dos cisnes negros", de uma autora chamada Chloe Hooper. Desconheço completamente quem é. E talvez comece a escrever alguma coisa. Tommy, meu companheiro, mudará seu estilo de escrita, tenho certeza. Não consigo mais pensar no Tommy como sempre existiu na minha cabeça.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

The Reader

"Por que pensar naquela época me deixa tão triste? [...] Por quê? Será que porque aquilo que foi belo se torna frágil para nós em retrospectiva, por esconder verdades sombrias? Por que a lembrança de anos felizes de casamento se estraga quando se revela que o outro tinha um amante durante todos aqueles anos? Será porque não se pode ser feliz em tal situação? Mas a pessoa era feliz! Às vezes a lembrança não é fiel à felicidade quando o fim foi doloroso. Será porque a felicidade só vale quando permanece para sempre? Será porque só pode terminar dolorosamente o que foi doloroso de modo inconsciente e invisível? Mas o que é uma dor inconsciente e invisível?

[...]

É isso que me deixa triste? O entusiasmo e a fé que me preenchiam naquela época e retiravam da vida uma promessa que nunca e em momento algum ela poderia conter? Às vezes vejo nos rostos de crianças e adolescentes esse mesmo entusiasmo e essa mesma fé, e as vejo com a mesma tristeza com que volto a pensar em mim. Será que essa tristeza é tristeza pura e simplesmente? É ela que nos acomete quando belas lembranças tornam-se frágeis se rememoradas, porque a felicidade lembrada não vive mais da situação, mas sim de uma promessa que não foi mantida?"


"O Leitor", de Bernhard Schlink.